Estamos distante da angelitude, e a violência é o clima próprio da personalidade humana, ainda próxima da animalidade. São exteriorizados impulsos de agressividade, que geram: infelicidade no lar, desentendimento no ambiente profissional, discórdia na sociedade, as lutas entre os indivíduos, as guerras, a confusão no mundo.

Se diante da rudeza humana a mansuetude parece vexatória, quase um mal, diante de Deus ela representa impasse decisivo no aprimoramento moral.
A humildade nos liberta das pressões exteriores, que nos induzem ao cultivo de ambições humanas. A mansuetude nos liberta das pressões interiores que nos situam como um vulcão prestes a entrar em erupção, extravasando lava ardente em atos e palavras, sempre que surjam a contrariedade e o dissabor. O indivíduo manso mantém-se calmo, equilibrado, não porque seja impassível ou não se importe, mas simplesmente porque é dono de si mesmo.

A Terra não é nossa propriedade, apenas vivemos aqui, com a finalidade de nos melhorarmos; sendo ela um planeta de expiação e provas — onde o egoísmo predominante nos corações é o elemento forjador da miséria humana — para que a Terra seja elevada a categoria de planeta de regeneração, requer o despertar da consciência humana ao serviço no campo do Bem, como recurso de reabilitação e bem estar.
Ao longo de vidas sucessivas, com a aplicação da Lei de Causas e Efeito, que nos obriga a receber de volta todo o mal praticado, aprendemos a conter os impulsos primitivos, ajustando-nos às Leis Divinas.

Aquele que se compraz no mal e utiliza a força física para impor sua vontade, renascerá em corpo linfático, mirrado, que inibirá sua agressividade, ensinando-o a respeitar o semelhante.

Aquele que mente e difama, que ofende e magoa, ressurgirá com distúrbio nas cordas vocais ou limitações da fala; obrigando-o a estancar o próprio veneno.
Aquele que cultiva o rancor da mágoa, o ressentimento e o ódio, espalhando desajuste ao longo de seus passos, renascerá com mente torturada por mil problemas, que o farão cogitar dos valores do perdão e da fraternidade.
Assim paulatinamente, a vida eliminará o troglodita que há em nós, a fim de que nasça o anjo.

*Autor: Richard Simonetti
Richard Simonetti nasceu em Bauru, Estado de São Paulo, em 10 de outubro de 1935. Filho de Francisco Simonetti e Adélia Marchioni Simonetti. Casado com Tânia Regina de Souza Simonetti, tem quatro filhos: Graziela, Alexandre, Carolina e Giovana. Milita no movimento espírita desde 1957, integrado no Centro Espírita Amor e Caridade, onde desenvolve largo trabalho de assistência espiritual e material naquela cidade.
Colabora em jornais e revistas espíritas, notadamente em O Reformador, O Clarim e Folha Espírita. Funcionário aposentado do Banco do Brasil, tem percorrido todos os Estados brasileiros em palestras de divulgação da Doutrina Espírita.

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